Coletivo Ganja Livre

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Atualmente, a proibição da canabis sativa no Brasil não é debatida, nota-se que não a um esforço governamental em se discutir esse tema que é muito polêmico, porém necessita ser encarado com maior seriedade pelas autoridades, e pela sociedade que precisa discutir e repensar qual sociedade estamos produzindo.

O coletivo ganja livre é fruto de uma nova concepção dessas políticas repressoras que não dialogam, debatem e nem refletem sobre suas ações. No Brasil, o debate precisa ser feito, e em âmbito estadual e municipal a carência permanece ficando nítido a ação policial repressora. O estado investe hoje em milhares de reais para reprimir o tráfico de drogas, de armas, prostituição, sem entender o real problema da violência é fruto de uma problemática social que reverbera nas formas mais brutais de barbárie humana.

Devemos questionar de maneira mais  crítica o modelo de segurança pública adotado nas grandes capitais, como esse modelo altamente excludente, do ponto de vista social, modelo que vitima milhares de jovens nas periferias, como o uso ou a venda de maconha estão relacionados a toda essa chacina comandada pelas elites.

Por que fumar maconha é proibido? Muitos não sabem, e nem procuram a real resposta. No primeiro Cine-Geo  exibismo o documentário GRASS: The History of Marijuana, que conta toda a história da proibição da Maconha nos Estados Unidos. Após o filme  tivemos um debate muito construtivo e decidimos organizar esse Coletivo: Ganja Livre, que mais do que se organiza a proposta é informar como base fundamental para os posteriores debates a serem feitos na Universidade e perpassa os muros da UFBA.

Com um posicionamento político pautado na coerência o coletivo está preparado e disposto a se organizar, debater e clarificar a respeito dos problemas vinculados a proibição arbitrária do uso recreativo, religioso e medicinal da canabis sativsa. Com uma proposta inovadora o coletivo Ganja Livre posiciona-se a favor da sociedade,informando e alertando dos reais problemas sociais advindos do uso e comércio das drogas, clarificando as pessoas de um problema que é sério e precisa ser analisado com maior critério.

Sabe-se que outros questionamentos que afloram a partir da ótica da canabis sativa, como a questão religiosa, a relação com as matrizes africanas, os indígenas que utilizam diversas ervas em rituais, a questão de repressão com os negros(as) o extermínio da juventude negra, a repressão policial que funciona com punhos de aço contra os maconheiros(as), entendo estes usuários como criminosos, considero que, a inúmeros debates a serem feitos, ressaltando políticas públicas de redução de danos, ampliar o debate da segurança pública, analisando quais as melhores estratégias para de fato estabelecer a “ordem”, dilema cegamente encarado pela polícia.

O primeiro passo já foi dado, o coletivo já nasceu, e esperamos que os nossos novos passos venham e que com um coletivo forte e aguerrido conseguiremos conquistar nossas batalhas, pois nada será fácil, e as lutas são conseqüências de um trabalho bem feito e pautado na transformação político e social.

 

Ramon Carregosa ( Coletivo Ganja Livre).

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  1. É isso aí, força e coragem serão nossos aliados na guerra contra a proibição de uma planta medicinal vastamente usada na nossa sociedade a milênios e recentemente perseguida.
    Ignorar nós usuários não quer dizer que não existimos, a iconografia de marginal nos torna fora da Lei, sendo que temos direitos como todo cidadão!
    O direito de plantar já nos foi dado pela natureza.

    -Politicas Públicas de Redução de Danos. JÁ!

  2. Gostaria de participar ativamente deste manifesto, sou usuário de maconha a mais de 15 anos, sei dos seus benefícios e malefícios e estou disposto a colaborar com minhas experiências de vida, espero poder me comunicar com vcs, acho esta iniciativa brilhante e tem tudo para ser pioneira no mundo latino. Só queria deixar uma pergunta para vcs debaterem, será que a indústria farmacêutica e de armas não estão por trás da não legalização da maconha? Vamos primeiro para questão ambiental, a maconha é uma planta e é proibida de existir por quê? Contem comigo para tudo, estou cansado desta hipocrisia brasileira facista, quero fumar meu baseado de frente a uma delegacia de polícia quando ela for legalizada ou então em frente ao batalhão de choque da PM pois por muitos anos sofri repressão e extorsão daqueles que são pagos pelo meu dinheiro para me protejer. GET STAND UP, STAND FOR YOUR

    “Sou louco pois o mundo em que habito não merece minha lucidez”
    Salve o Robert Nesta Marley

    Aguardo contato, meu msn é roberto.silveira_2010@hotmail.com

    JAH BLESS YOU

    KBSA

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